sábado, 13 de março de 2010

LINGUÍSTICA APLICADA

Esforços de descrição e de regulamentação: concepções estritas de lingüística
Provavelmente, a maior parte do trabalho feito atualmente sob o nome de língüistica é puramente descritivo. Os seus autores estão procurando clarificar a natureza da linguagem sem usar juízos de valor ou tentar influenciar o seu desenvolvimento futuro. Há, também, alguns profissionais (e mesmo amadores) que procuram estabelecer regras para a linguagem, sustentando um padrão particular que todos devem seguir.
As pessoas atuantes nesses esforços de descrição e regulamentação têm sérias desavenças sobre como e por que razão a linguagem deve ser estudada. Esses dois grupos podem descrever o mesmo fenômeno de modos diferentes, em linguagens diferentes. Aquilo que, para um grupo é uso incorreto, para o outro é uso idiossincrático, ou apenas simplesmente o uso de um subgrupo particular (geralmente menos poderoso socialmente do que o subgrupo social principal, que usa a mesma linguagem).
Em alguns contextos, as melhores definições de lingüística e lingüista podem ser: aquilo estudado em um típico departamento de lingüística de uma universidade e a pessoa que ensina em tal departamento. A lingüística, nesse sentido estrito, geralmente não se refere à apredizagem de outras linguas que não a nativa do estudioso (exceto quando ajuda a criar modelos formais de linguagem).
Especialistas em lingüística não realizam análise literária e não se aplicam a esforços para regulamentar como aqueles encontrados em livros como The Elements of Style (Os Elementos de Estilo, em tradução livre), de Strunk e White. Os lingüistas procuram estudar o que as pessoas fazem nos seus esforços para comunicar usando a linguagem e não o que elas deveriam fazer.
WIKIPEDIA

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